Projeto Pérola – O Sonho de um Empresário que Virou Realidade
Escrito por Projeto Pérola
01-Mar-2010
Em
janeiro de 2000, Jorge Proença idealizou e fundou o Projeto Pérola, uma ONG
voltada à inclusão social de jovens de baixa renda através do ensino de
informática e cidadania.
O
projeto tem como objetivo oferecer oportunidade aos jovens sem esperança de sonhar,
a busca por uma vida e um mundo melhor.
Como
Empreendedor Social, o objetivo de Jorge Proença é sempre dar aos excluídos os
meios práticos de resolver seus principais problemas e se auto-sustentar.
Atualmente é Sócio-Diretor da IdéiasMil
Consultoria em Responsabilidade Social e Planejamento Estratégico. Jorge
acredita que todos merecem uma oportunidade para acreditar e tornar realidade
seus sonhos.
Leia
na reportagem o que Jorge tem a dizer sobre o Projeto Pérola.
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Como se deu a criação da Associação Pérola?
A Associação Pérola
nasceu a partir de um projeto de responsabilidade social da Microsiga Sorocaba.
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Quais foram os fatores que motivaram essa criação?
A vontade de fazer algo
além das obrigações legais (pagar impostos, gerar empregos e desenvolvimento)
me levou a criar um projeto que proporcionasse inclusão digital de pessoas de
baixa renda. Entendia na época que o acesso a tecnologia proporcionaria a
conquista da cidadania e dignidade.
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No início, o Projeto Pérola estava ligado à Microsiga, o que levou você a
expandir as atividades do projeto e abrir para novas parcerias?
A descoberta de algumas
“pérolas” levou-me a pensar num modelo profissional para sustentar aquela ação.
A criação de uma organização social possibilitaria que outras empresas pudessem
apoiar a expansão daquele projeto.
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Em sua opinião, quais são hoje as principais demandas das crianças e dos jovens?
Entendo que as maiores
demandas são segurança, cultura e oportunidade de aprendizado em atividades extracurriculares.
Em minha opinião a educação formal precisa melhorar, mas está no caminho de uma
educação de qualidade. Todavia, precisamos dar mais oportunidade de crescimento
pessoal para as nossas crianças e jovens. Somente desta forma diminuiremos a
desigualdade social na nossa cidade e seremos exemplo para outras cidades do
nosso país.
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De que forma você acredita que o Pérola contribui para a transformação social
nas cidades em que atua?
Através das aulas de
cidadania criamos um senso comum de que o ser humano, por si só, é poderoso e
pode conquistar tudo o que deseja com seu talento. Esta cultura de
empoderamento desenvolvemos através da escola de cidadania que funciona em
paralelo aos cursos de informática e música. A informática e a música funcionam
apenas como um “atrativo” para que tenhamos oportunidade de mostrar uma nova
visão do mundo para as crianças e jovens de Sorocaba.
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De que forma o projeto Pérola incentiva o empreendedorismo social?
Quando o jovem conquista
sua dignidade, ele começa a valorizar os seus sonhos e ambições. Ao perceber
isto o Pérola proporciona, aos melhores alunos, cursos profissionalizantes,
bolsas de estudo e trabalho. Desta forma desenvolvemos o potencial empreendedor
de nossos jovens. Vários casos de sucesso já passaram pelo Pérola e agora estão
empreendendo no comércio, serviço e indústria como um pequeno empreendedor ou
um intra-empreendedor.
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Fale um pouco do Banco Pérola e como ele pode contribuir para o protagonismo
juvenil?
Ao longo dos anos percebemos uma demanda de jovens que tinham
grande potencial de empreender em pequenos negócios, porém não encontravam
subsídios e ferramentas para começarem seus empreendimentos. Foi quando criamos
o Banco Pérola que proporciona crédito e capacitação aos nossos jovens que
querem colocar o seu talento a prova. O Banco Pérola também nasceu dentro da
filosofia do Pérola em proporcionar oportunidade de crescimento aos seus
talentos. Três funcionários do Pérola estão tendo oportunidade de empreender a
frente do Banco, com todo o apoio e suporte do Projeto Pérola. A Alessandra
França, ex-coordenadora do Pérola, é a atual presidente do Banco. Ela ganhou um
prêmio de empreendedora jovem com o projeto do Banco numa instituição
internacional chamada Artemísia.
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Quais são os canais que o Projeto Pérola tem para detectar e ouvir as demandas
dos seus atendidos?
O projeto Pérola tem
vários canais para identificar as demandas. O canal mais importante é através
de nossos instrutores que tem como metodologia identificar as demandas e os
talentos de nossos alunos desde o primeiro dia de aula. Temos também um grupo
de líderes (internos) que tem a missão de identificar as demandas e
incorporarem soluções nos nossos processos internos.
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Qual a sua percepção em relação ao trabalho que o Pérola faz para os atendidos?
A percepção é muito positiva, nem tanto pela quantidade gigante
de atendidos, mas pela qualidade dos talentos “produzidos” pelo projeto. Temos
muitos exemplos de sucesso pessoal e profissional dentre nossas Pérolas. Temos
líderes comunitários, pais e mães de família, profissionais, empreendedores e
pessoas especiais que estão representando o “jeito Pérola de viver”.
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Qual a avaliação que você faz do Projeto Pérola nestes quase 10 anos de
atividade?
A maior riqueza do Pérola são os talentos que despertamos e das
Pérolas que encontramos. Mais de 90% dos nossos 150 funcionários são ex-alunos,
portanto temos um grupo muito especial e com grande competência que desenvolve
as ações nas 34 unidades do projeto no interior do estado de São Paulo. Por
isto, minha avaliação é muito positiva, pois considero que estamos na vanguarda
do terceiro setor com uma administração profissional, sustentabilidade e muitos
resultados concretos.
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Quais são as expectativas para os próximos anos?
As expectativas é ampliarmos a nossa atuação e proporcionar
oportunidade para milhares de jovens excluídos socialmente. Pretendemos ampliar
nosso projeto para as cidades da região de Sorocaba que ainda não estão sendo
atendidas por nós e também não tem nenhum projeto similar. Acredito que o
futuro do Pérola é ser uma grande escola profissionalizante, com um diferencial
de formar pessoas diferentes com valores e visão de mundo diferenciado.